A inteligência artificial e os impactos da tecnologia nos negócios estiveram no centro das discussões do Accelerate IBM, evento realizado em parceria com a Intel em São Paulo. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO da IBM Brasil, Marcelo Braga destacou que a tecnologia passou por uma mudança significativa nos últimos anos, especialmente após a popularização da I.A. generativa.
Segundo Braga, “a generativa ganha uma popularidade imensa e de fato traz essa discussão de uma forma muito mais democrática e muito mais ampla”, afirmou.
De acordo com o executivo, o momento atual marca uma transição entre testes e implementação em escala nas empresas. Para ele, o foco agora deve ser direcionado a projetos capazes de gerar resultados concretos para os negócios. “Um projeto de I.A. é exatamente igual a um projeto de negócio qualquer. Tem que ter retorno, tem que ter um propósito, tem que ter um objetivo”, disse.
Para Braga, a discussão precisa avançar para aplicações práticas e mensuráveis. “Agora é uma discussão de como escolher os casos de uso que dão retorno de fato e o potencial é infinito”, afirmou. De acordo com o executivo, a I.A. generativa é uma tecnologia exponencial, e que tem a capacidade de redesenhar os negócios das empresas e como elas operam.
Sobre o posicionamento da IBM, o executivo reforçou que a empresa aposta em uma combinação entre computação em nuvem e inteligência artificial com foco nas necessidades corporativas. “Acreditamos que o mundo de Cloud e I.A. será cada vez mais híbrido”, disse.
Ele também destacou a necessidade de estruturas que garantam governança diante do avanço dos chamados agentes de inteligência artificial. “A gente vê claramente uma necessidade de uma camada de governança de agentes, de orquestração de agentes”, afirmou, ao citar preocupações relacionadas a vieses, uso inadequado de dados e eficiência operacional.
Durante a conversa, Braga também comentou o processo de expansão da IBM por meio de aquisições. Segundo ele, a companhia tem um histórico de fusões extenso, e realizou mais de 100 aquisições nos últimos seis anos: “Então essa é uma máquina que a gente dominou já há algum tempo.”
O CEO afirma que a empresa possui um ecossistema bastante robusto, o que talvez seja um diferencial importante desenvolvido nos últimos anos, o que atuou como uma expansão do ecossistema de parceiros, consultorias e integradores.
Braga avalia que agora, a tecnologia está acessível para qualquer tamanho de empresa de uma forma muito mais aberta e integrada. “Uma startup que nasceu hoje [pode] ter o mesmo nível de tecnologia e acesso do que uma grande corporação tem. Então isso aqui exponencializa completamente os negócios como um todo.”, termina.



