A mulher é explorada diariamente por meio do seu trabalho não remunerado e, muitas vezes, não consegue perceber isso. Em uma sociedade machista, a exploração do trabalho feminino costuma ser apresentada como uma demonstração de amor, cuidado ou obrigação natural da mulher.
Se, em um relacionamento, apenas uma pessoa se beneficia de tudo o que a outra faz, isso não é amor: é exploração. Amor exige reciprocidade. Em uma relação saudável, os dois cuidam um do outro, fortalecem-se, protegem-se e reconhecem o valor do esforço de cada um.
O amor deve ser baseado na equidade. Homens e mulheres precisam dividir, de maneira equilibrada, as obrigações e responsabilidades relacionadas à casa, aos filhos e à família. As tarefas domésticas e os cuidados familiares não podem ser tratados como responsabilidade exclusiva da mulher. Quando existe uma divisão justa, ninguém fica sobrecarregado.
Entretanto, em uma sociedade machista, é comum que o homem transfira para a mulher todas as suas obrigações e responsabilidades com a casa e a família. Com isso, ela se transforma em uma empregada não remunerada, desvalorizada e extremamente sobrecarregada.
Então, mulher, se você trabalha o dia inteiro e, quando chega em casa, ainda precisa cuidar dos filhos, organizar a casa e resolver todas as demandas da família, enquanto seu companheiro permanece sentado no sofá, assistindo ao seu sacrifício sem fazer absolutamente nada, é importante perceber: você não está vivendo uma relação de amor e parceria. Você está sendo explorada.
Vamos parar de chamar de amor um acordo em que uma pessoa descansa enquanto a outra se desmonta. Quando uma mulher precisa sustentar sozinha toda a estrutura da casa, da família e do trabalho, o preço pode ser pago com a própria saúde.
Amor não sobrecarrega. Amor compartilha responsabilidades, reconhece esforços e constrói uma vida em conjunto.

