Toda vez que um homem agride uma mulher, alguém tenta transformar a violência em assunto privado. Mas um lar marcado por medo, controle e humilhação se afasta do amor, da justiça e do coração de Deus.
A violência nem sempre começa com um soco. Pode começar com o controle das roupas, do dinheiro, das amizades, do trabalho e das escolhas. Depois vêm as humilhações, ameaças, isolamento e culpa. Aos poucos, a mulher deixa de viver livremente e passa a administrar o humor de quem acredita ter poder sobre ela.
A violência não destrói apenas o corpo. Ela rouba a voz, a autonomia, o sono e a esperança. E quando a sociedade chama posse de cuidado, ciúme de amor e violência de “problema de casal”, ajuda a normalizar aquilo que deveria ser enfrentado.
Deus não está na mão que agride, na ameaça, na coerção ou na humilhação. Deus não pede que uma mulher permaneça em perigo para provar sua fé. A fé verdadeira protege a vida, confronta a injustiça e acolhe quem precisa de proteção.
O amor não controla. Não ameaça. Não exige silêncio, dor ou medo.
Onde existe violência, a humanidade se distancia do coração de Deus. Por isso, nossa fé precisa nos mover a defender a vida, cuidar uns dos outros e escolher o amor, a justiça e a dignidade.

