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A dor de uma mãe que precisou descobrir sozinha que perdeu a filha

A mãe foi bloqueada pelo namorado da filha e descobriu pela síndica do prédio em que ela morava com o namorado e a família dele que a filha estava morta
ELLEN POSSIDONIO
ELLEN POSSIDONIO21 de setembro de 2026
A dor de uma mãe que precisou descobrir sozinha que perdeu a filha
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Isabelle Caracristi tinha 22 anos, estudava Direito e começava a construir seus sonhos. Durante um estágio, conheceu João Munhoz Neto 33 anos que futuramente virou seu namorado.

A mãe disse que João mandava muitas mensagens, tinha comportamentos controladores, que ele fez um pedido para Isabelle que ela emprestasse o cartão de crédito dela para o João fazer uma cirurgia e fez a promessa de abrir uma empresa usando o nome dela para que ela pudesse crescer profissionalmente no futuro.

Para quem ama, esses sinais podem parecer cuidado e planos. Para quem observa, revelam controle, poder, domínio, dependência e desequilíbrio.

A mãe tentou alertar. Mas, quando uma mulher está envolvida, a preocupação da família pode parecer julgamento ou falta de confiança.

No domingo, 13 de setembro, Isabelle disse para a mãe que ia a uma missa com o namorado e a mãe dele. À noite, enviou à mãe uma mensagem: “Mãe, eu te amo”. Depois, parou de responder.

Uma mãe conhece os silêncios da própria filha. Na manhã seguinte, ao tentar falar com o namorado da jovem, descobriu que havia sido bloqueada. Sem conseguir contato e tomada pelo desespero, foi até o condomínio. Ali, recebeu a notícia mais dolorosa de sua vida não de um familiar, mas da síndica: Isabelle havia morrido na noite anterior e seu corpo já estava no Instituto Médico-Legal.

Há dores que parecem grandes demais para caber em qualquer palavra. Perder um filho já é uma ferida que não se explica. Mas Isorlanda precisou enfrentar uma segunda violência emocional: descobrir a morte da filha sozinha, sem um telefonema, sem um abraço, sem a oportunidade de chegar a tempo, sem sequer saber como tudo havia acontecido.

As perguntas permanecem. Por que a mãe não foi avisada imediatamente? Por que foi bloqueada? O que aconteceu entre a última mensagem de Isabelle e o momento em que ela foi encontrada? Por que o namorado e os familiares dele não estiveram no velório?

Quando uma jovem morre e sua mãe precisa descobrir por terceiros, existe uma família esperando por verdade e justiça. 

Que cada silêncio seja investigado, cada pergunta respondida e a justiça seja feita

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Saúde da Mulher

Eu desafio e desconstruo a lógica racional do machismo estrutural que mata as mulheres e traz adoecimento feminino ao longo de séculos

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