O empresário Adilio Castelo participou do almoço de Liderança Empresarial que reuniu empresários e debateu desafios da sucessão em Feira de Santana, na última quarta-feira, promovido pelo CDL Feira, no NH Hotel.
Em entrevista ao Portal Bahia Bahia, o contador Adílio Castelo Branco destacou que a sucessão familiar precisa ser construída com base em informações concretas e documentação contábil que permita compreender a real situação da empresa e do patrimônio envolvido.
Segundo o contador, o processo começa pelo levantamento detalhado de todo o patrimônio, além da identificação de empréstimos e passivos existentes e da definição das divisões patrimoniais e das cotas da empresa.
“Tem que ser comprovado através de documentos, através de documentação contábil, para que essa sucessão passe a ter sentido”, ressaltou Adílio.

Para o profissional, uma sucessão planejada pode evitar problemas futuros e reduzir a possibilidade de questionamentos entre os integrantes da família. A ausência de organização, por outro lado, pode transformar questões patrimoniais e empresariais em conflitos que acabam afetando também o ambiente familiar.
Adílio Castelo Branco explica ainda que a sucessão deve ser conduzida de maneira organizada e seguindo uma cronologia, permitindo que cada etapa seja analisada e documentada antes da transferência efetiva de responsabilidades.
“Uma sucessão bem feita, de forma organizada, usando a cronologia disso, faz todo o sentido para o desenvolvimento da empresa, para ela se tornar uma empresa mais sustentada e mais desenvolvida, porque este ciclo nunca tende a acabar”, afirmou.
Contabilidade e família no processo
Outro ponto destacado pelo contador é a participação conjunta da família e da contabilidade durante o planejamento sucessório. Para ele, essa integração possibilita o acesso a informações e ferramentas que podem auxiliar não apenas os familiares e gestores, mas também o setor jurídico da empresa.
A atuação integrada entre contadores, familiares e profissionais jurídicos permite que as decisões sejam tomadas com maior segurança, considerando a realidade patrimonial e financeira do negócio e os objetivos da sucessão.
O planejamento, portanto, não deve ser encarado apenas como uma medida para o momento em que o fundador deixa a administração da empresa. Trata-se de um processo contínuo, que pode preparar as próximas gerações, preservar o patrimônio e criar condições para que o empreendimento siga crescendo de forma estruturada.
Para Adílio, quanto mais cedo a família compreender a importância desse planejamento, maiores são as possibilidades de evitar conflitos e garantir que a sucessão aconteça de forma organizada, transparente e sustentável.
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Por Karla Ferreira | Portal Bahia Bahia



