No encontro, Messias ouviu do secretário nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Victor Fernandes, relato sobre a negativa da Justiça a um pedido da polícia para suspender a rede social.
Após o relato, o advogado-geral informou que pedirá ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, o envio formal das informações recentes sobre o Discord para que a AGU possa propor uma ação civil pública. Segundo Messias, a medida buscará a responsabilização da plataforma e a retirada de sua utilização pela sociedade brasileira.
A discussão ocorre após o caso registrado em 22 de julho, quando uma adolescente cometeu suicídio durante transmissão ao vivo na rede social. A live durou cerca de 45 minutos. Antes da morte, a adolescente, que morava em Naviraí, em Mato Grosso do Sul, foi coagida no ambiente virtual por criminosos.
O episódio levou à Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Ministério da Justiça. A ação resultou na apreensão de cinco adolescentes, com idades entre 13 e 18 anos, em cinco estados.
A reportagem também orienta que adolescentes, responsáveis ou pessoas com pensamentos de tirar a própria vida busquem apoio com familiares, amigos, educadores e serviços de saúde. Entre os atendimentos disponíveis estão Caps, unidades básicas de saúde, UPAs, Samu 192, hospitais e o Centro de Valorização da Vida, pelo telefone 188.
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