A Receita Federal confirmou que o split payment só deve se tornar obrigatório em 2028 nas operações entre empresas, embora o mecanismo já deva estar disponível em 2027 de forma opcional. A notícia, divulgada nesta semana, altera o cronograma inicialmente previsto pelo governo, que calibrava a operação plena da plataforma para o primeiro trimestre de 2027, em compasso com o início da cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços, a CBS. O adiamento é mais um capítulo de uma transição tributária que, segundo especialistas, exige preparo técnico muito além do que aparenta à primeira vista, e reforça a atualidade da tese defendida pelo empresário Adílio Castelo, coautor de um livro nacional sobre o tema.
De acordo com Juliano Neves, subsecretário de Gestão Corporativa da Receita Federal, a infraestrutura estatal estará operacional, mas a aderência técnica do mercado forçará uma implantação gradual, começando pela transferência eletrônica financeira e avançando depois para o PIX estático. Na prática, isso significa que, ao longo de 2027, as empresas continuarão gerando a guia mensal, o Darf, em um processo no qual a devolução dos créditos consome um intervalo de até 60 dias, mantendo o modelo tradicional de recolhimento ativo em paralelo ao novo sistema.

É justamente nesse tipo de cenário, em que prazos mudam, regras se ajustam e o empresário precisa tomar decisões em meio à incerteza, que a atuação de Adílio Castelo ganha relevância nacional. Coautor do livro Reforma Tributária em Movimento, Perspectivas Práticas e Éticas no Cenário Nacional, lançado em São Paulo, Adílio defende há tempos que a Reforma Tributária exige uma nova forma de gestão empresarial, e não apenas mudanças de impostos. O adiamento do split payment confirma, na prática, o que ele já vinha alertando em suas análises: a transição é longa, cheia de ajustes de rota, e empresas que se anteciparem ao invés de esperar o prazo final tendem a sair na frente.
Vale lembrar que o split payment é o mecanismo que separa automaticamente o valor do IBS e da CBS no momento do pagamento de uma compra, antes que o dinheiro chegue à empresa vendedora, uma mudança estrutural na forma como o fluxo de caixa das empresas brasileiras vai funcionar nos próximos anos. Ainda que a obrigatoriedade tenha sido postergada, especialistas do setor alertam que as novas obrigações fiscais previstas para 2027 seguem valendo, o que reforça a importância de as empresas já começarem a se preparar, em vez de aguardar o prazo definitivo se aproximar.
Essa capacidade de traduzir mudanças complexas da legislação tributária em decisões práticas para o dia a dia do empresário é um dos diferenciais que têm consolidado Adílio Castelo como uma das vozes mais respeitadas do país no tema. Enquanto o governo ajusta prazos e o mercado se movimenta para se adaptar, o empresário segue à frente de um ecossistema que une contabilidade consultiva, inteligência tributária e planejamento estratégico, provando que antecipação, e não pressa de última hora, é o que realmente separa empresas preparadas das que correm atrás do prejuízo.
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