Quando as pessoas descobrem que estou à frente de marcas como Richards, Salinas e Jacarta aqui em Feira de Santana, a reação mais comum é uma mistura de admiração e curiosidade discreta, que na maioria das vezes se traduz na pergunta que ninguém faz diretamente: 'mas funciona mesmo?'. A resposta curta é: muito bem, obrigada. A resposta longa é esta coluna.
Feira de Santana não é apenas a segunda maior cidade da Bahia. Ela é um polo econômico real, com uma classe empresarial consolidada, profissionais qualificados, famílias com histórico de consumo sofisticado e um orgulho regional que se traduz, sim, em escolhas de alto padrão.
O consumidor daqui sabe o que quer e sabe reconhecer qualidade. O que ele não tolerava era ter que viajar para Salvador ou São Paulo para acessar determinadas marcas. Quando isso muda, o mercado responde.
O shopping trouxe
para o contexto local uma infraestrutura que permite às marcas de luxo se
instalarem com a ambiência que merecem. Não se vende Richards num espaço que
não respeite a marca. A experiência de compra começa muito antes de o cliente
tocar na peça. Começa no estacionamento, na iluminação, no cheiro do ambiente,
no sorriso de quem o recebe. Construir isso no interior da Bahia foi, sim, um
trabalho cuidadoso.
Mas os frutos são visíveis.
Portanto, a resposta à pergunta do título é: as duas coisas, na ordem certa. Primeiro o desafio, com toda a seriedade que ele exige. Depois, a oportunidade, com toda a beleza que ela oferece. Gerir marcas de luxo longe dos grandes centros não é uma concessão; é uma escolha consciente de quem acredita que elegância não tem CEP.

