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Sua empresa não precisa de mais anúncios.

Marketing não é aparecer mais, mas construir significado e ser lembrado. Entenda por que empresas erram no início e como o posicionamento faz sua marca valer mais que visibilidade.
Sandro Sanper
Sandro Sanper 06 de maio de 2026
Sua empresa não precisa de mais anúncios.
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Marketing não é propaganda, e essa talvez seja a confusão mais comum que é mais prejudicial dentro das empresas hoje. Muitos empresários ainda acreditam que fazer marketing é anunciar mais, postar com mais frequência ou aumentar o investimento em tráfego pago. No entanto, marketing não começa na comunicação, muito menos na exposição. Marketing começa no entendimento. É um processo estratégico que envolve compreender profundamente o produto, o público e o contexto em que a empresa está inserida, com o objetivo de conduzir o cliente de onde ele está até onde ele deseja chegar.


Nesse cenário, o verdadeiro poder do marketing se sustenta sobre três pilares fundamentais. O primeiro deles é o público. Não se trata apenas de saber idade, gênero ou localização, mas de entender com profundidade as dores, desejos, ambições e transformações que essa pessoa busca. 


O segundo pilar é o mercado. Isso significa interpretar o momento atual, identificar tendências, observar comportamentos emergentes e, principalmente, enxergar oportunidades que passam despercebidas pela maioria. 


Já o terceiro pilar é o concorrente. Analisar como outras empresas se posicionam, como se comunicam e como entregam suas soluções não serve para copiar, mas para compreender o jogo e encontrar uma forma de se diferenciar dentro dele.


Quando esses três elementos são bem trabalhados, o marketing deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a atuar na construção de percepção. A empresa deixa de ser apenas mais uma opção e começa a ocupar um espaço específico na mente do consumidor. Esse espaço é definido por um atributo claro, por uma narrativa consistente ou por uma promessa que faça sentido para um público específico. Em um ambiente de alta concorrência e excesso de informação, não basta ser visto. A visibilidade, por si só, não garante resultado. O que realmente gera valor é a capacidade de ser lembrado.


Existe uma diferença significativa entre ser visto e ser lembrado. Uma marca pode aparecer inúmeras vezes diante de um público e, ainda assim, não construir nenhuma conexão relevante. Por outro lado, quando uma empresa é associada a um atributo específico, ela se torna referência dentro daquela percepção. E é essa lembrança que influencia a decisão de compra. No contexto atual, em que a atenção é disputada a todo instante, ser lembrado é um ativo muito mais estratégico do que simplesmente aparecer.


A comunicação, portanto, não é o início do marketing, mas a sua etapa final. Antes de comunicar, é necessário estruturar a base que sustenta a mensagem. Um dos erros mais recorrentes entre empresários é acreditar que aumentar o volume de comunicação automaticamente gera mais vendas. No entanto, o processo de decisão do cliente segue uma jornada mais complexa. Primeiro, ele vê a marca. Depois, ele passa a conhecê-la. Em seguida, desenvolve interesse e desejo. Só então acontece a compra e, por fim, a recomendação. Ignorar qualquer uma dessas etapas compromete o resultado, mas há um ponto central que sustenta toda essa jornada: a lembrança. Se a marca não é lembrada, dificilmente será considerada.


Por isso, o marketing eficiente não busca agradar a todos, mas ser relevante para um público específico. Ele constrói uma proposta clara e coerente, capaz de conectar o cliente ao resultado que ele deseja alcançar. Nesse sentido, o marketing funciona como uma ponte entre o estado atual do consumidor e o futuro que ele almeja. Essa construção não depende exclusivamente de ferramentas, como anúncios ou tráfego pago, mas sim de estratégia, mensagem e leitura de cenário.


Diante disso, é fundamental que os empresários compreendam uma diferença essencial. Ferramentas de marketing podem, de fato, aumentar as vendas no curto prazo, mas não garantem posicionamento nem liderança de mercado. Vendas são importantes porque sustentam a operação, mas é a marca que garante continuidade, consistência e crescimento no longo prazo. Empresas que dependem exclusivamente de esforço para vender tendem a viver em ciclos de instabilidade, enquanto aquelas que constroem marca são lembradas, escolhidas e recomendadas com mais frequência.


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Empresário, cofundador do Ecossistema Business, com mais de 10 anos de experiência como diretor de marketing da indústria de confecção e cosméticos.

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