Emiliane já havia procurado a polícia mais de dez vezes por ameaças e perseguições. Também relatou danos ao carro, destruição das câmeras de segurança, pichações e outros episódios que a fizeram viver sob medo constante.
A medida protetiva foi negada. O risco, tratado como dúvida.
Dias depois, Emiliane desapareceu. Foi encontrada presa, amordaçada e imobilizada em uma casa alugada pelo ex-marido, que acabou preso preventivamente.
O caso deixa uma pergunta urgente: quantas vezes uma mulher precisa denunciar para que sua vida seja considerada prioridade?
Nenhuma mulher deveria precisar ser machucada para ser ouvida e suas denúncias serem levadas á sério. Denúncia não é exagero. Denúncia deve ser proteção.
Toda mulher deve de receber proteção antes que a violência transforme seu corpo em prova.

