Giullia depois de um jantar com amigos, ela voltava para casa com o marido, o empresário Ivo Kos. Durante o trajeto, uma discussão começou. Em seguida, ele passou a golpeá-la no rosto e no corpo enquanto dirigia.
Giullia conseguiu sair do carro e pedir ajuda. Haviam dois seguranças. Mas, mesmo diante das ameaças de morte que teriam sido feitas contra ela pelo marido, a situação não foi interrompida pelo segurança naquele momento. Com a ajuda de um segurança, Ivo a levou para a residência.
É importante parar aqui por alguns segundos. Uma mulher consegue escapar de um carro, pede ajuda e, ainda assim, é devolvida ao homem que a ameaça. O que deveria ter sido uma barreira de proteção se transforma em mais um caminho de volta para o perigo.
Dentro da casa, Ivo pegou um taco de beisebol e perseguiu Giullia. Ao tentar se defender, ela foi atingida na mão e sofreu uma fratura. A oportunidade de fuga apareceu quando ele parou para atender o telefone. Giullia correu para a rua. Os vizinhos a acolheram até a chegada da polícia.
Giullia afirmou que, ao longo do relacionamento, sofreu violência psicológica, estupros dentro do casamento, foi impedida de trabalhar e passou a ser perseguida quando tentava se afastar.
O taco não foi o começo. O taco foi o momento em que uma violência já instalada se tornou impossível de esconder.
Há uma frase que precisa ser dita sem qualquer suavização: isso não é briga de casal.
Briga pressupõe confronto. Violência doméstica pressupõe desigualdade, intimidação e controle. Quando um homem desfere socos contra a mulher dentro de um carro, ameaça matá-la, leva-a de volta para casa e depois a persegue com um taco de beisebol, não existe “perda de controle” a ser romantizada. Existe violência. Existe terror. Existe uma mulher tentando sobreviver.
Basta de viver assim! Chega de silêncio, pois o silêncio protege o agressor e a denúncia protege a vítima. A atitude corajosa de Giullia de denunciar o agressor deve servir de inspiração e exemplo para outras mulheres.

