O dia da Mulher está se aproximando (09 de março) e hoje convido você a olhar para histórias que, muitas vezes, começaram dentro de casa, de forma simples ou acanhada, mas transformaram o mundo.
Em 1908, na cidade de Dresden, na Alemanha, uma mulher se incomodou com algo que todos aceitavam como normal: o café bebido era queimado, cheio de resíduos, amargo demais e pouco agradável. Enquanto muitos normalizaram, Amalie Auguste Melitta Bentz não se acomodou e decidiu mudar o processo. Sem laboratório sofisticado, sem grandes recursos, mas cheia de inconformismo, criatividade e disposição para tentar de novo.
Após algumas tentativas, ela colocou um papel dentro de um recipiente de latão com alguns furos. O resultado foi um café mais limpo, mais claro, mais rápido e com melhor sabor. O que parecia desproposital, tornou-se revolucionário. Assim nasceu o tão conhecido filtro Melitta!
A invenção foi patenteada em junho de 1908 e transformou a ideia em produção familiar. E, a partir de um gesto doméstico, construiu um negócio que atravessou gerações e hoje movimenta bilhões e emprega milhares de pessoas.
Essa foi a força dessa mulher. Resiliência é continuar tentando quando ninguém vê grande coisa na sua ideia. Dedicação é aprimorar até funcionar melhor do que antes. Criatividade é enxergar oportunidade onde outros enxergam rotina.
A história de Melitta não é apenas sobre café, é sobre inconformismo produtivo, sobre transformar incômodo em solução e sobre construir algo sólido a partir do cotidiano.
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Alexandre Leitão Guerra
Administrador com pós-graduação em Finanças e MBA em Gestão de Saúde, trabalha com gestão de saúde há mais de 30 anos, focado em liderança, gestão de pessoas, formação de líderes, com forte atuação em expansão, reestruturação operacional, M&A com fundos de investimento e mentoria para médicos.

