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A nova geração quer empreender ou apenas viralizar?

Nunca foi tão fácil aparecer. E talvez nunca tenha sido tão difícil construir algo sólido.
Thaiany Santana C Nunes
Thaiany Santana C Nunes04 de maio de 2026
A nova geração quer empreender ou apenas viralizar?
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Vivemos em uma era em que jovens falam sobre negócios, liberdade financeira, startups e empreendedorismo desde cedo. Redes sociais transformaram o tema em tendência. Hoje, basta abrir o celular para encontrar vídeos ensinando a “ficar rico”, vender cursos, criar marcas pessoais e mostrar rotinas de sucesso.


Mas existe uma pergunta importante nesse cenário:


A nova geração realmente quer empreender ou apenas viralizar?

Porque empreender e parecer empreendedor são coisas completamente diferentes.

Empreender exige processo. Viralizar exige atenção.

E muitas vezes a busca pela validação digital está ocupando o espaço da construção real.


Durante anos, abrir uma empresa significava planejamento, operação, gestão, vendas, relacionamento com clientes e capacidade de suportar riscos. Hoje, em muitos casos, o empreendedorismo passou a ser vendido como estética.


O foco deixou de ser:


  • * construir soluções;
  • * resolver problemas;
  • * gerar valor;
  • * criar negócios sustentáveis.


E passou a ser:


* ganhar seguidores;

* mostrar uma rotina “produtiva”;

* parecer bem-sucedido;

* alcançar reconhecimento rápido.


A cultura da internet acelerou a lógica da recompensa instantânea.


A nova geração cresceu vendo pessoas mudarem de vida através de um vídeo viral, um corte de podcast ou uma tendência nas redes sociais. Isso criou a sensação de que crescimento rápido é o caminho natural.


Mas o problema é que negócios reais raramente crescem na velocidade de um algoritmo.


Empresas consistentes normalmente nascem em silêncio:


* com erros;

* testes;

* baixa visibilidade;

* insegurança;

* processos demorados;

* muito trabalho invisível.


E talvez essa seja a parte menos “instagramável” do empreendedorismo.


Ao mesmo tempo, seria injusto dizer que a nova geração não quer empreender de verdade. Na prática, nunca tivemos tantos jovens criando projetos, marcas, aplicativos, lojas online e produtos digitais.


A diferença é que agora empreendedorismo e criação de conteúdo se misturaram.


Hoje, quem empreende também precisa comunicar.


Marketing deixou de ser opcional. Visibilidade importa. Construir audiência pode acelerar negócios. O problema começa quando a imagem se torna mais importante do que a entrega.


Porque seguidores não significam necessariamente:


* faturamento;

* sustentabilidade;

* impacto;

* gestão eficiente;

* negócio saudável.


Muitas vezes, o mercado está cheio de pessoas com aparência de sucesso e pouca estrutura real por trás.


Outro ponto importante é que a pressão digital criou uma geração ansiosa para “dar certo rápido”. Existe uma comparação constante acontecendo o tempo inteiro.


Enquanto alguém está começando, já vê outras pessoas:


* faturando alto;

* viajando;

* viralizando;

* mostrando conquistas;

* exibindo resultados.


Isso cria a falsa sensação de atraso.


Mas crescer leva tempo.


E talvez um dos maiores desafios da nova geração seja aprender a diferenciar visibilidade de construção.


Porque viralizar pode até gerar atenção por alguns dias. Mas empreender exige consistência quando ninguém está olhando.


No fim, talvez a pergunta não seja se os jovens querem empreender ou viralizar.


Talvez a verdadeira questão seja:

quantos estão preparados para continuar construindo mesmo depois que o hype passa?


Porque o algoritmo muda rápido.

Mas negócios sólidos continuam sendo construídos da mesma forma: com valor, estratégia, paciência e constância.

ma: com valor, estratégia, paciência e constância.

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Thaiany Santana C Nunes

Thaiany Santana C Nunes

Tecnologia e Inovação

Mestranda em Ciências da computação, CEO da Órbita Tecnologia e Big4Tech, mentora do Nasa Space e Avaliadora de projetos Centelha.

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