O espetáculo “Eu, Zuzu Angel, agora milito” estreia no dia 15 de abril no Teatro Martim Gonçalves, em Salvador. A montagem revisita a trajetória da estilista Zuzu Angel, assassinada durante a Ditadura Militar no Brasil, e chega aos palcos no mesmo mês em que se completam 50 anos de sua morte. Com dramaturgia e direção de Sophia Colleti, a peça mistura ficção, poesia e fatos históricos para discutir maternidade, política, memória e luta por justiça.
A montagem tem como protagonista a atriz Vivianne Laert, que interpreta a estilista, acompanhada em cena por Mano Leone e pela própria diretora. A narrativa percorre diferentes momentos da vida de Zuzu, desde o reconhecimento internacional no mundo da moda até o ativismo político após o desaparecimento de seu filho, Stuart Angel, morto em 1971 após ser preso por agentes do regime.
Entre os episódios retratados está o desfile-protesto realizado por Zuzu em Nova Iorque, quando a estilista transformou suas criações em denúncia política. Vestidos com bordados que representavam pássaros em gaiolas, tanques e anjos simbolizavam a repressão vivida no país, tornando a moda uma forma de manifestação pública contra o regime.
Segundo Sophia Colleti, a proposta do espetáculo é provocar reflexão sobre memória e democracia. “A peça costura história, poesia e ficção para lembrar que a luta de Zuzu Angel não foi apenas pessoal, mas também um grito contra a violência de Estado e a favor da liberdade”, afirma. A temporada segue até o dia 26 de abril, com sessões de quinta a domingo.





