Feira de Santana é um dos principais polos econômicos do interior da Bahia, com forte presença do comércio e dos serviços e participação relevante da saúde, indústria, educação, logística e tecnologia, essa diversidade também se reflete no mercado de trabalho.
Dados do Observatório Sebrae apontam que o município tinha mais de 158 mil trabalhadores empregados em 2025, entre as atividades que mais concentravam trabalhadores estavam o comércio varejista, o comércio atacadista e os serviços de atenção à saúde humana.
O mercado continua em movimento, no primeiro semestre de 2026, Feira de Santana registrou saldo positivo de 3.631 empregos formais, segundo dados do Caged divulgados pela Prefeitura, com destaque para o setor de serviços.
Para Jamylle Santana, pró-reitora Acadêmica da UNIFAN, esse cenário reforça a necessidade de uma formação que vá além das demandas imediatas do mercado. “Preparar para o mercado de trabalho não significa formar apenas para o emprego que existe hoje, mas desenvolver no estudante a capacidade de compreender a realidade, resolver problemas, aprender continuamente e atuar em contextos que muitas vezes ainda nem existem. Por isso, é fundamental equilibrar empregabilidade e formação integral, aproximando o estudante das situações reais de trabalho sem deixar de lado a formação crítica, ética, científica e cidadã.”

Uma economia diversificada exige diferentes profissionais
O comércio continua sendo uma das marcas mais conhecidas de Feira de Santana, a cidade é referência para consumidores e empresas de dezenas de municípios da região, movimentando atividades que vão desde vendas e gestão até logística, administração e serviços.
Ao mesmo tempo, outros segmentos têm ampliado sua participação na economia local, a área da saúde, por exemplo, concentra hospitais, clínicas, laboratórios e diferentes serviços especializados. A logística também ganha relevância pela localização estratégica de Feira de Santana e pela ligação do município com importantes rodovias, o crescimento do comércio eletrônico e a necessidade de movimentação de mercadorias ampliam a importância de profissionais capazes de atuar em cadeias de suprimentos, gestão, transporte e operações.
O desafio de formar profissionais para um mercado em transformação
Se o mercado muda, a formação profissional também precisa acompanhar esse movimento, novas tecnologias transformam funções, criam oportunidades e fazem com que competências antes consideradas diferenciais passem a ser cada vez mais necessárias. Nesse contexto, habilidades como pensamento crítico, comunicação, capacidade de adaptação, domínio técnico, resolução de problemas e aprendizado contínuo ganham importância em diferentes áreas.
De acordo com Jamylle, a universidade precisa olhar para essas mudanças sem reduzir a formação a uma preparação exclusivamente técnica. “As organizações precisam de profissionais que saibam pensar, analisar, comunicar, trabalhar em equipe, utilizar tecnologias, tomar decisões e resolver problemas. A universidade não deve apenas acompanhar o mercado, mas também ajudar a transformá-lo, formando pessoas capazes de criar soluções, empreender, inovar e continuar aprendendo ao longo da vida.”
A perspectiva também muda a forma como o estudante é preparado durante a graduação, metodologias que colocam o aluno diante de problemas, projetos e situações práticas aproximam a experiência acadêmica dos desafios encontrados no mundo profissional.
Na visão da pró-reitora, esse modelo contribui para que o estudante deixe de ser apenas receptor de conteúdo e passe a assumir maior protagonismo na própria aprendizagem, desenvolvendo investigação, colaboração, tomada de decisão e aplicação do conhecimento.
Feira de Santana como sala de aula além do campus
Para quem cursa uma graduação em Feira de Santana, a própria cidade pode se transformar em espaço de aprendizagem, hospitais, clínicas, empresas, indústrias, negócios e serviços presentes na região ampliam os caminhos para experiências práticas e aproximam o estudante da realidade da profissão.
É o que acontece com Brenda Maria, estudante de Terapia Ocupacional que atua na Clínica IntegraMax, uma das maiores clínicas voltadas ao atendimento de pessoas neurodivergentes da Bahia. Para ela, a experiência ajuda a transformar o conteúdo aprendido em sala de aula em conhecimento aplicado à rotina profissional.
“Estar aqui tem sido uma experiência muito rica, porque consigo alinhar os conhecimentos teóricos que aprendo na faculdade à prática profissional, vivenciando no dia a dia situações que contribuem diretamente para a minha formação.”
Na UNIFAN, essa aproximação acontece por meio de cursos conectados a diferentes setores da economia regional, como saúde, gestão, educação e tecnologia. A proposta é preparar o estudante para ingressar no mercado e, ao longo da carreira, acompanhar as transformações da profissão, desenvolver novas competências e identificar oportunidades.



