As 2.123 empresas da Bahia com 100 ou mais empregados, são responsáveis por 832,1 mil vínculos empregatícios no estado. Desses, 338,3 mil são ocupados por mulheres, ou 40,6% do total, sendo 286,9 mil por mulheres negras. Os homens empregados nessas empresas somavam 493,8 mil, 59,4%, dos quais 414 mil eram negros. Os dados fazem parte do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério das Mulheres, juntamente com o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial.
O 5º Relatório de Transparência Salarial mostra que o mercado de trabalho formal brasileiro avançou de forma significativa em 2025, com destaque para a ampliação da participação feminina e, especialmente, para o crescimento da contratação de mulheres negras em grandes empresas. O número de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29% entre 2023 e 2025, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o equivalente a mais de 1 milhão de novas contratações formais. Já o crescimento do emprego na soma total de mulheres foi de 11%, passando de 7,2 milhões para 8,0 milhões, um aumento de 800 mil empregadas no período.
DESIGUALDADE — O resultado nacional acompanha o aquecimento da economia e a expansão do emprego formal no país, ao mesmo tempo em que reforça a importância das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de oportunidades e de renda. Embora o avanço do emprego feminino represente a ampliação da inclusão produtiva, o relatório evidencia que a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste.
Na Bahia, a remuneração média das mulheres nos estabelecimentos com 100 ou mais empregados em dezembro de 2025 foi de R$ 2.842,22, contra R$ 3.567,60 dos homens. As mulheres negras tiveram como rendimento médio R$ 2.645,93, enquanto o valor médio para as mulheres não negras ficou em R$ 3.989,63. Já os homens negros receberam, em média, R$ 3.288,50 e os homens não negros, R$ 5.119,82, no estado baiano.
NACIONAL – No Brasil, o estudo aponta que as mulheres receberam, em 2025, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados, percentual que subiu em relação a 2023, quando era de 20,7%. Em 2025, o salário médio das mulheres no momento da admissão esteve cerca de 14,3% abaixo do registado para os homens, percentual igualmente superior aos 13,7% verificados em 2023.
MAIS DE 100 EMPREGADOS – O levantamento mostra que o número de empresas com 100 ou mais empregados no Brasil cresceu 5,5% entre 2023 e 2025, passando de 50,7 mil para 53,5 mil. Nesse período, o emprego cresceu 7%, passando de 18 milhões para 19,3 milhões, com mais intensidade naquelas com mais de dois mil empregados (11,2%) e de mil a dois mil empregados (8,2%). Os dados têm como base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrangem cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Segundo o levantamento, o salário médio é de R$ 4.594,89, enquanto o salário contratual mediano é de R$ 2.295,36.
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