Salvador, BA terça-feira, 5 de maio de 2026

Mulheres ocupam 40,6% dos vínculos empregatícios em médias e grandes empresas na Bahia

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Mulheres ocupam 40,6% dos vínculos empregatícios em médias e grandes empresas na Bahia
Os homens empregados nessas empresas somavam 493,8 mil, 59,4%, dos quais 414 mil eram negros. Os dados fazem parte do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério das Mulheres, juntamente com o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial.

As 2.123 empresas da Bahia com 100 ou mais empregados, são responsáveis por 832,1 mil vínculos empregatícios no estado. Desses, 338,3 mil são ocupados por mulheres, ou 40,6% do total, sendo 286,9 mil por mulheres negras. Os homens empregados nessas empresas somavam 493,8 mil, 59,4%, dos quais 414 mil eram negros. Os dados fazem parte do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e Ministério das Mulheres, juntamente com o 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial.


O 5º Relatório de Transparência Salarial mostra que o mercado de trabalho formal brasileiro avançou de forma significativa em 2025, com destaque para a ampliação da participação feminina e, especialmente, para o crescimento da contratação de mulheres negras em grandes empresas. O número de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29% entre 2023 e 2025, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o equivalente a mais de 1 milhão de novas contratações formais. Já o crescimento do emprego na soma total de mulheres foi de 11%, passando de 7,2 milhões para 8,0 milhões, um aumento de 800 mil empregadas no período.


DESIGUALDADE — O resultado nacional acompanha o aquecimento da economia e a expansão do emprego formal no país, ao mesmo tempo em que reforça a importância das políticas públicas voltadas à promoção da igualdade de oportunidades e de renda. Embora o avanço do emprego feminino represente a ampliação da inclusão produtiva, o relatório evidencia que a desigualdade salarial entre homens e mulheres ainda persiste.


Na Bahia, a remuneração média das mulheres nos estabelecimentos com 100 ou mais empregados em dezembro de 2025 foi de R$ 2.842,22, contra R$ 3.567,60 dos homens. As mulheres negras tiveram como rendimento médio R$ 2.645,93, enquanto o valor médio para as mulheres não negras ficou em R$ 3.989,63. Já os homens negros receberam, em média, R$ 3.288,50 e os homens não negros, R$ 5.119,82, no estado baiano.


NACIONAL – No Brasil, o estudo aponta que as mulheres receberam, em 2025, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados, percentual que subiu em relação a 2023, quando era de 20,7%. Em 2025, o salário médio das mulheres no momento da admissão esteve cerca de 14,3% abaixo do registado para os homens, percentual igualmente superior aos 13,7% verificados em 2023.


MAIS DE 100 EMPREGADOS – O levantamento mostra que o número de empresas com 100 ou mais empregados no Brasil cresceu 5,5% entre 2023 e 2025, passando de 50,7 mil para 53,5 mil. Nesse período, o emprego cresceu 7%, passando de 18 milhões para 19,3 milhões, com mais intensidade naquelas com mais de dois mil empregados (11,2%) e de mil a dois mil empregados (8,2%). Os dados têm como base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrangem cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Segundo o levantamento, o salário médio é de R$ 4.594,89, enquanto o salário contratual mediano é de R$ 2.295,36.


Foto: Reprodução MTE

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