Em relatório divulgado nesta segunda-feira (26), assinado por Cassiana Fernandez, Vinicius Moreira e outros integrantes das equipes de economia e estratégia, o banco afirma que investidores tinham se preparado para uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL), associada à expectativa de mudanças na política econômica e de maior controle dos gastos públicos.
Com a reeleição de Lula, o JP Morgan vê cenário em que os investidores tendem a rever posições diante da perspectiva de continuidade da política econômica e de incertezas sobre o ajuste fiscal.
O que você precisa saber
JP Morgan reduz aposta no real e nos títulos brasileiros. O banco passou sua recomendação de overweight, exposição acima da referência, para market-weight, posição neutra. A mudança significa que a instituição deixou de recomendar uma exposição maior que a habitual a esses investimentos, diante dos riscos identificados após a eleição.
Dado que os mercados haviam incorporado um resultado eleitoral materialmente diferente, esperamos uma reprecificação significativa dos ativos brasileiros
Dólar pode chegar a R$ 5,50. A cotação representa uma desvalorização de aproximadamente 10% do real em relação à referência utilizada pelo banco. Segundo os analistas, a intensidade da alta e uma eventual estabilização dependerão das primeiras sinalizações do governo, principalmente sobre a condução das contas públicas.
Banco evita apostar diretamente contra o real. Apesar de esperar a desvalorização da moeda brasileira, o JP Morgan prefere uma posição neutra. Isso ocorre porque os juros elevados no Brasil tornam mais caro manter operações que apostam na alta do dólar contra o real.
Bolsa pode cair cerca de 20% nos próximos dias. A equipe de ações, liderada por Emy Shayo Cherman



