O manual de jornalismo indígena Poranga Marandúa foi lançado nesta segunda-feira, 10 de agosto, na Câmara dos Deputados, em Brasília. A publicação reúne termos, orientações e princípios elaborados a partir da perspectiva dos povos indígenas. O trabalho foi desenvolvido pela Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas, a Abrinjor, com participação de mais de 40 povos.
A primeira edição foi editada e revisada pela Organização Indígena Instituto Kaingáng e está disponível online, gratuitamente. O projeto levou um ano e meio. Poranga Marandúa significa “boa notícia” na língua Nheengatu, da família Tupi-Guarani.
Segundo representantes envolvidos na iniciativa, o manual deve servir como instrumento de trabalho para jornalistas e também como ferramenta de educação. A proposta é contribuir para a cobertura sobre povos indígenas e para a formação de profissionais da comunicação.
Integrantes do projeto defendem ainda que a publicação seja incorporada a currículos e ementas de cursos de jornalismo. A expectativa é também estimular a presença de mais indígenas em espaços de comunicação de entidades representativas e veículos de todo o país.
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