Com localização estratégica às margens da BR-110, a Fazenda FEANBE se destaca pela produção de frutas cítricas, eucalipto, feno e pecuária, com foco especial nos charutos premium da marca Jamm Cigar. A propriedade gera cerca de 400 empregos diretos e indiretos e deve incorporar mais dois mil hectares à sua área atual de mil ha.
Localizada na Bahia, a propriedade tem chamado atenção por transformar processos produtivos muitas vezes invisíveis ao público em experiências autênticas e sofisticadas.
Com uma proposta que vai além da visitação convencional, a Fazenda FEANBE estrutura sua narrativa a partir de três pilares: origem, processo e conexão. O visitante não apenas observa, mas participa e, sobretudo, compreende todo o processo de produção.
Um dos destaques é a valorização de cadeias produtivas que carregam identidade. A produção de frutas cítricas, como laranja, tangerina e limão, divide protagonismo com atividades menos exploradas no turismo tradicional, como o cultivo de feno, a criação de gado e, de forma ainda mais singular, o processo artesanal do tabaco.

Na prática, isso se traduz em experiências que aproximam o público do fazer manual. Em um dos espaços da fazenda, por exemplo, é possível acompanhar de perto a produção de charutos um processo minucioso que exige técnica, repetição e sensibilidade. A cena revela um ambiente de trabalho organizado, onde folhas de tabaco são cuidadosamente selecionadas, tratadas e enroladas manualmente, evidenciando um saber que atravessa gerações. Do plantio do fumo à obtenção dos charutos, transcorre um período de 4 anos”, explicou José Antônio. Ele informou ainda que a produção é distribuída principalmente para São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, além de estar iniciando exportações para Alemanha e Argentina.

Mais do que um atrativo, esse tipo de vivência reforça uma tendência global. De acordo com a World Tourism Organization, o turismo contemporâneo tem migrado para modelos que priorizam autenticidade, aprendizado e conexão com a cultura local. Nesse contexto, experiências produtivas como as oferecidas pela FEANBE ganham relevância estratégica.

Outro ponto que diferencia a fazenda é a construção de uma atmosfera que equilibra rusticidade e curadoria. Embora mantenha a essência rural, o espaço dialoga com um público que busca mais do que lazer: busca significado. A estética, a organização dos ambientes e a forma como as atividades são apresentadas indicam um cuidado em transformar o simples em memorável.

Além disso, a FEANBE tem se consolidado como um ambiente propício para encontros seletos e eventos de nicho. Ao integrar natureza, gastronomia e experiências guiadas, o espaço amplia seu posicionamento e se aproxima de um modelo híbrido que transita entre turismo, lifestyle e negócios.
Essa proposta acompanha uma mudança no comportamento do consumidor. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos uma era em que “as experiências substituem as posses como principal forma de valor”. A Fazenda FEANBE, nesse sentido, não vende apenas visitas: oferece vivências que permanecem.

Ao transformar processos cotidianos em experiências estruturadas, o empreendimento demonstra que o luxo contemporâneo pode estar na origem, no tempo e no detalhe e não necessariamente no excesso.

A FEANBE não reinventa o campo. Ela o reposiciona.
E, ao fazer isso, aponta um caminho consistente para o futuro do turismo de experiência na Bahia.
FONTE: July Lopes



