A obsolescência programada é uma estratégia de fabricação em que produtos são projetados propositalmente para durar pouco tempo ou se tornarem obsoletos rapidamente. A exposição imagina e transporta o visitante para um futuro distópico e/ou realidade paralela na qual Feira de Santana foi dominada por uma versão ficcional do bairro “Feira VIII”, cuja localização ainda é especulada pelos habitantes da cidade, utilizando a materialidade tecnológica e a expressão do colapso ambiental como ferramenta de reflexão sobre a vida digital.
Continuação da instalação imersiva/performance homônima realizada pelo Coletivo Guayense no Aberto das Artes do Cuca de 2025, a exposição incorpora elementos de ficção especulativa para refletir sobre a fragmentação da experiência contemporânea a partir de conflitos da juventude com o (ciber)espaço feirense, obsolescência programada e descarte de resíduos eletrônicos, a aparente oposição entre o “local” e o “global”, as inquietudes provenientes da antítese entre a vida no interior e o acesso à internet e a crescente entrelaçamento da realidade e com a ficção.
“Feyra-8” teve sua vernissage no Aberto das Artes do Cuca 2026, com apresentações musicais do grupo Quaternária, da banda Castelle e da paulista Grisa. Com resíduos eletrônicos em sua composição, a sala imersiva teve o apoio do Recicla FSA e do Vida Logística Reversa.
--
Foto: Ana Catarina



