As exportações baianas acumulam no ano, até setembro, alta de 19,7%, totalizando US$ 10,2 bilhões, cerca de R$ 50 bilhões. O resultado é fruto, sobretudo, do aumento dos preços médios dos produtos embarcados em 12,5%, mas também, em menor escala, do crescimento do quantum em 6,4%, todos no comparativo interanual. O desempenho ocorre em um cenário, ao longo do ano, de aumento das vendas de produtos brasileiros ao exterior, que registrou, no mesmo período, aumento de 10,4% em relação ao mesmo período de 2025.
As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No acumulado Janeiro/Setembro 2026, em comparação com igual período do ano anterior, os resultados por setores foram os seguintes: crescimento de 27,2% em Agropecuária, que somou US$ 3,56 bilhões; crescimento de 39,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 690,5 milhões e, por fim, crescimento de 13,6% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 5,94 bilhões. A associação destes resultados levou ao aumento do total das exportações.
A soja, apesar de setembro já não ser um mês de pico de exportação, gerou divisas de US$ 414,7 milhões, aumento de 14,1% na comparação interanual. No acumulado do ano, o segmento responde por 26,5% das exportações do estado no ano, com incremento de 32,5% no comparativo interanual, a US$ 2,71 bilhões.
Já os derivados de petróleo que registraram receitas de US$ 2,0 bilhões e alta de 28,7%, sendo o preço, que subiu em média 31,7%, fator determinante para o desempenho positivo, já que o volume embarcado caiu 2,2% no período, todos no comparativo interanual. O conflito no Irã tem mantido o fluxo de petróleo limitado, mantendo os preços pressionados, o que também ajuda a manter em alta os preços das outras commodities exportadas pelo estado. O preço do barril de petróleo chegou aos US$ 100, em meados de setembro, numa alta de 37% em comparação com a cotação mais baixa de julho, com as persistentes tensões geopolíticas alimentando os riscos de mais inflação globalmente.
O grande destaque na exportação baiana em setembro voltou a ficar, pelo segundo mês consecutivo, com o café, que alcançou vendas de US$ 57,2 milhões no mês, com crescimento de 256,3% ante igual período do ano anterior. O volume embarcado do produto se elevou em 359,3% no comparativo mensal interanual, mais do que compensando uma queda de 22,4% no preço médio.
Em termos de divisas, o café só fica atrás da soja e do algodão nas exportações agropecuárias. O avanço da colheita, a maior disponibilidade de grãos no mercado nacional e os estoques mundiais apertados manteve o apetite dos compradores estrangeiros, o que vem incrementando o forte crescimento das exportações do grão.
Importações
As importações baianas, depois da redução registrada no mês de agosto, voltaram a crescer 2,6% em setembro, alcançando US$ 916,6 milhões. No acumulado do ano, foram a US$ 8,35 bilhões, com alta de 14,4% no comparativo com igual período de 2025, com expansão de 480% em bens de consumo (ainda reflexo das compras de veículos eletrificados pela BYD sob regime especial de tributação) e de 39,8% em bens de capital.
Em setembro, houve aumento expressivo das compras de bens de capital em 108,7%, principalmente de máquinas e aparelhos elétricos e robôs industriais. Também houve aumento das compras de bens intermediários em 53,5% (nafta, carrocerias para automóveis, fertilizantes).
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Porto de Salvador – Foto: Jean Vagner/SEI



