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Estudantes de Medicina da UNEF apresentam pesquisa sobre doença rara em Congresso Brasileiro de Neurocirurgia

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Estudantes de Medicina da UNEF apresentam pesquisa sobre doença rara em Congresso Brasileiro de Neurocirurgia

Acadêmicos do quarto semestre desenvolveram estudo sobre síndrome genética rara, tiveram trabalho aprovado e apresentaram a pesquisa no CBN 2026, no Rio de Janeiro

Fonte: ASCOM REDE NOBRE

Sete estudantes do curso de Medicina da UNEF, em Feira de Santana, levaram uma pesquisa sobre uma doença genética rara para um dos principais eventos científicos da área no país. 


Os acadêmicos participaram do XXXVI Congresso Brasileiro de Neurocirurgia (CBN 2026), realizado de 11 a 15 de agosto, no Windsor Barra Hotel & Convention Center, no Rio de Janeiro, onde apresentaram o trabalho “Síndrome de Depleção Mitocondrial por Deficiência de Timidina Quinase 2: relato de caso de forma infantil grave”. Os estudantes Adria Ione Nunes Peixoto, Dandara Fernandes Boaventura de Oliveira, Ednei Lima Junior, Gabriel Gama Pessoa, Jamily Marinho Oliveira, Natanael Pereira Campos e Vitória Souza Oliveira, todos do quarto semestre de Medicina, decidiram participar do congresso depois de uma primeira experiência como ouvintes em um evento científico de Ortopedia, realizado em Salvador, no ano passado. 


 “Gostamos bastante da experiência e decidimos buscar outro congresso, só que com outro intuito: apresentar um trabalho, para mostrar que a gente também conseguia estar nesse meio, apresentando um banner, um pôster ou uma apresentação oral”, conta o estudante Ednei Lima. Estudantes transformam experiência acadêmica em produção científica A escolha pelo Congresso Brasileiro de Neurocirurgia surgiu do interesse dos estudantes pela área, especialmente de Natanael e Vitória, que têm interesse em seguir a especialidade.


 Com orientação de uma professora, o grupo desenvolveu um relato de caso a partir de uma condição rara acompanhada em ambiente hospitalar. Para isso, realizou levantamento de informações do prontuário e pesquisa bibliográfica sobre a doença antes de elaborar e submeter o trabalho ao congresso. O estudo aborda a Síndrome de Depleção Mitocondrial por Deficiência de Timidina Quinase 2 (TK2), uma condição genética rara que compromete a produção de energia pelas células e pode causar manifestações neuromusculares graves. O relato descreve uma forma infantil grave da doença e destaca aspectos de sua evolução clínica e investigação diagnóstica. “Apresentar em um congresso nacional, onde estão médicos brasileiros e estrangeiros de muito renome, foi bastante proveitoso para todos nós. 






A gente percebeu que, mesmo estando no quarto semestre, podemos fazer um trabalho bem feito, entender os assuntos que estamos estudando e chegar a um congresso para apresentar para todo mundo”, afirma Ednei. Pesquisa científica desde os primeiros semestres A participação no CBN 2026 também representa um passo importante na formação científica dos estudantes. O congresso reuniu especialistas do Brasil e do exterior e contou com programação voltada à atualização científica, troca de experiências, inovação e novas tecnologias aplicadas à Neurocirurgia.  A dimensão do evento também pode ser percebida pela quantidade de trabalhos científicos aprovados: 1.238 pesquisas foram selecionadas para o congresso. “Todos nós temos gosto por fazer pesquisa, é importante que o estudante tenha esse prazer, essa curiosidade e essa vontade de fazer ciência, porque ainda falta muito disso no Brasil”, destaca. De acordo com a direção, a pesquisa científica faz parte da proposta institucional da UNEF. 


A instituição mantém projetos de pesquisa, programas de iniciação científica e editais de apoio à publicação e à participação de estudantes em eventos científicos. A UNEF também busca incentivar os alunos a desenvolverem pesquisas voltadas à resolução de problemas reais. No curso de Medicina, esse incentivo acompanha os estudantes desde os primeiros semestres. Segundo Ednei, a experiência com a pesquisa começa ainda no início da graduação. “Desde o primeiro semestre, a gente vem publicando em revistas científicas e em simpósios da própria faculdade. Então fico muito feliz que a faculdade dê esse pontapé inicial, porque isso é muito importante para todos nós”, afirma. Incentivo à participação em eventos científicos 


Além do incentivo dos professores e da coordenação, os estudantes contaram com apoio da UNEF para participar do congresso, incluindo parte dos custos de viagem e estadia no Rio de Janeiro. “Foi muito importante para a gente. Gastamos bastante, e a faculdade conseguiu nos oferecer um apoio financeiro para ajudar na estadia e nos custos que tivemos no Rio. Foi importante não só pela ajuda de custo, mas por todo o suporte”, relata. 


O incentivo à pesquisa também faz parte das iniciativas da UNEF, que mantém editais de bolsas de iniciação científica voltados ao desenvolvimento do pensamento científico e à integração entre ensino e pesquisa. Primeiro passo para novos congressos Mais do que a apresentação de um trabalho, a participação no CBN 2026 despertou nos estudantes o interesse em continuar pesquisando, participar de novos congressos e ampliar a produção científica. 


“Gostamos tanto que algumas pessoas já estão vendo a possibilidade de ir para outros congressos, publicar mais artigos, participar, fazer mais contatos e até trazer novidades para a faculdade. Lá, a gente representa a UNEF, e acredito que tenhamos representado muito bem”, afirma Ednei.