Outro dado relevante é a participação de trabalhadores negros, que representam 75% dos profissionais envolvidos. O percentual é superior à média nacional observada, de 44%. O estudo reúne indicadores sobre a dimensão econômica e social das atividades criativas na capital baiana e busca subsidiar o planejamento e a formulação de políticas públicas voltadas ao segmento. Em 2024, Salvador destinou o valor recorde de R$ 167 milhões à cultura e indústrias criativas.
Para o titular da Secult, Alexandre Reis, a consolidação das informações permite compreender melhor a dimensão e as características locais do setor. “Salvador é uma cidade que mantém um ecossistema forte de economia criativa, cultura e turismo. A partir da profissionalização desses dados e da parceria com a Fundação Itaú, é possível compreender esses números e, em um trabalho conjunto dos órgãos da gestão municipal, agregar políticas públicas cada vez mais assertivas”, afirmou o secretário.
Parceria
A gerente do Observatório Fundação Itaú, Carla Chiamarelli, ressaltou que a produção de informações qualificadas contribui para conectar as ações do poder público à realidade do setor. “A partir dos dados obtidos no mapeamento, podemos fazer com que as políticas públicas e ações sejam pensadas a partir de dados, da realidade e de um contexto. Temos esse papel de apoiar a criação de políticas públicas, pensando no desenvolvimento socioeconômico e ambiental”, disse a gerente.
Segundo Carla, a economia criativa apresenta potencial de expansão e pode assumir papel ainda maior no desenvolvimento da capital baiana. “É algo muito promissor, que vem crescendo e é muito importante para o Brasil, para a Bahia e para Salvador. A cidade ainda tem muita margem para crescimento”, completou.
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Foto: Bruno Concha/Secom PMS



