O avanço da cacauicultura irrigada e tecnificada na região e a importância de fortalecer a atividade como alternativa de diversificação e agregação de valor à produção agrícola levaram à realização de reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Cacau, na última semana, na Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Barreiras. A presença de representantes do setor público, produtores, entidades de classe, pesquisadores e lideranças da cadeia reforçou o interesse em ampliar o diálogo e construir estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável da cultura.
Thiago Guedes, diretor-geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), apresentou as diretrizes e ações da instituição para o fortalecimento da cacauicultura brasileira. Entre os temas abordados estiveram o fomento à atividade, o suporte técnico aos produtores, o fortalecimento das matrizes de pesquisa, a certificação de material vegetal e as ações de extensão rural. A atuação da Ceplac foi destacada como fundamental para ampliar a base de conhecimento e oferecer suporte científico e tecnológico à expansão da cultura, especialmente diante dos desafios relacionados à produtividade, material genético, manejo e sanidade vegetal.
OPORTUNIDADES
Já o professor Durval Lubiani fez uma análise sobre as limitações e oportunidades da cadeia de valor do cacau no Brasil, abordando aspectos relacionados à produção, agregação de valor, competitividade e perspectivas para o setor cacau-chocolate. As discussões reforçaram a necessidade de uma atuação integrada entre produtores, setor privado, instituições de pesquisa e poder público para ampliar a competitividade da cadeia e aproveitar as oportunidades que surgem tanto no mercado nacional quanto no cenário internacional.

Os participantes realizaram visitas técnicas a áreas produtivas de cacau da região. A atividade permitiu aos integrantes da Câmara Setorial conhecer, diretamente no campo, experiências de produção de cacau desenvolvidas no Cerrado baiano, observando sistemas de cultivo, tecnologias empregadas, estratégias de manejo e os desafios enfrentados pelos produtores.
A aproximação entre a Câmara Setorial e os produtores do Cerrado baiano busca manter uma agenda permanente de diálogo e cooperação. A expectativa é que a realização de uma futura reunião técnica na região permita avançar na identificação de gargalos, no intercâmbio de experiências e na construção de propostas capazes de impulsionar a cadeia cacaueira.
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Foto: Aiba/Divulgação



