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81,2 milhões de consumidores brasileiros compraram produtos importados ou enviados de outros países, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil

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81,2 milhões de consumidores brasileiros compraram produtos importados ou enviados de outros países, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil

O consumo de produtos importados por meio de e-commerces e marketplaces internacionais atingiu marcas expressivas no Brasil. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, revela que 61% dos consumidores digitais compraram ao menos um produto importado vindo do exterior nos últimos 12 meses. O contingente é estimado em 81,2 milhões de pessoas — um salto de 13,1 milhões de novos compradores em relação ao levantamento do ano passado.

Fonte: https://feiradesantana.cdls.org.br/812-milhoes-de-consumidores-brasileiros-compraram-produtos-importados-ou-enviados-de-outros-paises-aponta-pesquisa-cndlspc-brasil/

Entre as plataformas digitais que comercializam produtos vindos de fora do país, Shopee (73%) e Shein (50%) lideram a preferência dos brasileiros na hora de importar, apresentando forte presença entre o público feminino. Em seguida aparecem Amazon (44%) e Mercado Livre (44%), que ganham destaque entre os homens e nas classes A/B. Completam o ranking de importação marcas como AliExpress (25%) e Temu (15%).


Os itens de vestuário e uso pessoal vindos do exterior continuam no topo do interesse dos consumidores:


• Roupas: 45% das citações;
• Acessórios de moda (bolsas, cintos, óculos, carteiras): 28%;
• Calçados: 25%;
• Cosméticos e perfumes: 25%;
• Acessórios para celular/informática (capas, películas, carregadores): 22%.


Preço, descoberta e ascensão da inteligência artificial


Ao avaliar o que mais influencia a decisão de compra em sites estrangeiros, os consumidores apontam o preço reduzido (39%), a confiabilidade da plataforma (37%), o valor do frete (37%) e a variedade de produtos não encontrados no Brasil (32%). As redes sociais lideram como o principal canal de descoberta dessas lojas (41%), seguidas por anúncios na internet (40%) e buscadores como o Google (37%).


“O avanço das compras em plataformas estrangeiras expõe a urgente necessidade de garantirmos um ambiente de negócios equilibrado e justo no Brasil. Não se trata de restringir o direito de escolha do consumidor, mas de assegurar isonomia tributária e regulatória. O empresário nacional, que gera empregos, paga seus impostos localmente e cumpre uma série de exigências legais, não pode ser penalizado por uma assimetria fiscal que favorece a produção e o comércio do exterior em detrimento da produção nacional.”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.


Uma novidade relevante captada pelo estudo é o surgimento da Inteligência Artificial (ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek) como fonte de descoberta de compras internacionais para 15% dos entrevistados — índice que chega a 23% na Classe A/B e 20% no público masculino.


Hábitos financeiros: PIX lidera pagamento e ticket médio é inferior aos gastos nas compras em sites do Brasil


A frequência de compra internacional é predominantemente mensal (41%), apresentando uma média de 4,0 pedidos nos últimos três meses. O ticket médio da última compra em site internacional ficou registrado em R$ 188,00 — valor inferior aos R$ 225,00 observados para compras no comércio eletrônico nacional. Um dado de destaque: 41% dos compradores não souberam informar o valor exato da última compra.


Nas formas de pagamento, o PIX consolidou sua liderança ao avançar 7 p.p. em relação a 2025, atingindo 61% da preferência, superando o cartão de crédito (52%). O uso do cartão de crédito teve queda acentuada na Geração Z (18 a 28 anos), onde apenas 38% utilizaram a modalidade para compa de produtos internacionais, preferindo o PIX (76%).


Tributação de 20% de imposto e oportunidades para o comércio nacional


Em relação à cobrança de 20% de imposto de importação, a percepção dos consumidores reflete um dilema:


• 58% discordam da tributação, avaliando que ela prejudica famílias de menor renda.
• 30% concordam com a cobrança, afirmando que a taxa traz igualdade de concorrência e apoia o comércio nacional.
• 45% dizem que a compra internacional ‘compensa apenas em alguns casos’, contra 20% que afirmam que ‘continua compensando’ plenamente.


Apesar do forte apelo das plataformas globais, o estudo indica que o consumidor brasileiro mantém hábitos de comparação e valoriza a agilidade do mercado interno: de acordo com a pesquisa, 61% dos consumidores comprariam preferencialmente em sites brasileiros caso o preço e a variedade fossem equivalentes.


Além disso, 53% sempre verificam se o produto está disponível no Brasil antes de comprar fora (e 33% fazem isso às vezes). Já 49% pesquisam o preço em sites nacionais antes de concluir o pedido internacional.


Diante da opção de receber a compra de uma loja brasileira em até 3 dias pagando até 10% a mais (contra a espera de 20 a 30 dias do exterior), 33% priorizam a rapidez e pagariam mais, 46% condicionam à necessidade do momento e 17% preferem aguardar para economizar.


“Os micro e pequenos empreendedores são a espinha dorsal da nossa economia e os mais vulneráveis à concorrência desleal. Quando mercadorias estrangeiras chegam ao consumidor final sem arcar com a mesma carga tributária praticada internamente, o pequeno comerciante local perde a capacidade de competir, o que coloca em risco milhares de pequenos negócios e postos de trabalho no país. É fundamental criar condições de igualdade para que o comércio brasileiro consiga crescer, investir e continuar impulsionando o desenvolvimento da economia.”, alerta o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.


Desvantagens e satisfação geral nas comparas nos sites internacionais


As principais desvantagens percebidas ao comprar fora do país são as taxas de importação (41%), o tempo de entrega (36%), o valor do frete (27%) e o risco de fraudes (24%). Cerca de 37% dos compradores relataram ter vivido algum problema no último ano, destacando-se a falta de suporte ao cliente (12%) e atrasos na entrega (10%).


Ainda assim, a nota média de segurança das plataformas ficou em 6,9 (de 1 a 10), e a satisfação geral do consumidor subiu para 4,0 (de 1 a 5), com 81% dos entrevistados declarando-se satisfeitos ou muito satisfeitos.


METODOLOGIA


  • Público-alvo: Homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos, de todas as classes econômicas, e que realizaram compras pela internet nos últimos 12 meses.
  • Método de coleta: Pesquisa quantitativa realizada pela web e pós-ponderada por sexo, idade, estado e renda.

  • Tamanho amostral da Pesquisa: Foram realizados 939 contatos em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas que compraram pela internet nos últimos 12 meses. Em seguida, continuaram a responder o questionário 800 casos, que fizeram alguma compra ao longo deste período. Resultando, respectivamente, uma margem de erro no geral de 3,2 p.p e 3,5 p.p para um nível de confiança de 95% para mais ou para menos

  • Data de coleta dos dados: 25 de maio a 04 de junho de 2026

  • Testes: os testes estatísticos foram realizados dentro de cada categoria – mais ou menos intenso (Sexo Mas. X Fem., Idade por faixa e Classe AB x CDE) com nível de confiança de 95%.

Sobre a CNDL – Criada em 1960, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) é formada por Federações de Câmaras de Dirigentes Lojistas nos estados (FCDLs), Câmaras de Dirigentes Lojistas nos municípios (CDLs), SPC Brasil e CDL Jovem, entidades que, em conjunto, compõem o Sistema CNDL. É a principal rede representativa do varejo no país e tem como missão a defesa e o fortalecimento da livre iniciativa. Atua institucionalmente em nome de mais de 500 mil empresas, que juntas representam 9% do PIB brasileiro e 17% do PIB do setor, geram 7 milhões de empregos e movimentam R$ 600 bilhões por ano.


SPC Brasil – Há mais de 60 anos no mercado, o SPC Brasil é o maior bureau de crédito da América Latina, com informações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. É a plataforma de inovação do Sistema CNDL para apoiar empresas em conhecimento e inteligência para crédito, identidade digital e soluções de negócios. Possui 232 milhões de CPFs no seu banco de dados, 57 milhões de CNPJs cadastrados e 120 milhões de consultas por mês. Oferece serviços que geram benefícios compartilhados para sociedade, ao auxiliar na tomada de decisão e fomentar o acesso ao crédito. É também referência em pesquisas, análises e indicadores que mapeiam o comportamento do mercado, de consumidores e empresários brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento da economia do país.


Sobre a Offerwise – Há mais de 16 anos que a Offerwise vem abordando de maneiras inovadoras a pesquisa de mercado. Com um modelo único e próprio de recrutamento tem conseguido construir um dos principais painéis de pesquisa no mundo, evoluindo para uma empresa robusta de campo online com uso de tecnologia avançada. Detém o maior e mais representativo painel da América Latina e Hispânico nos EUA. Os escritórios ao redor do mundo estão compostos por profissionais de pesquisa de mercado que conhecem e compreendem suas culturas locais e também os consumidores que se deseja alcançar.

 

 

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