Durante muito tempo, falar sobre postura significava ouvir que era necessário “sentar direito”, “andar reto” ou manter a coluna em uma determinada posição. Hoje, a compreensão sobre o assunto é mais ampla.
O corpo humano não foi feito para permanecer horas na mesma posição. Sentado, em pé, caminhando ou diante de uma tela, o mais importante não é encontrar uma postura perfeita e sustentá-la durante todo o dia, mas evitar a permanência prolongada em posições desconfortáveis e variar os movimentos.
Essa discussão ganhou ainda mais relevância com a rotina contemporânea. Trabalhar diante de um computador, dirigir, utilizar o celular e passar longos períodos sentado podem aumentar a exposição a comportamentos sedentários. Uma revisão sistemática publicada no Preventive Medicine analisou estudos sobre comportamento sedentário e dor cervical em adultos e encontrou associação entre determinados padrões de sedentarismo e dor no pescoço.
Isso não significa que uma determinada posição do corpo seja automaticamente responsável por uma dor. Dor musculoesquelética é um fenômeno complexo e pode envolver fatores físicos, emocionais, ambientais, sono, carga de trabalho, condicionamento e diversos outros elementos.
Por isso, uma mudança simples pode ser mais útil do que viver preocupado em “corrigir” cada centímetro do corpo: mudar de posição regularmente.
Levantar-se durante o expediente, caminhar alguns minutos, alternar tarefas, ajustar a altura da cadeira e da tela, movimentar ombros e pescoço e fortalecer a musculatura são atitudes que ajudam a construir uma relação mais saudável com o próprio corpo.
Postura, portanto, não deveria ser entendida como uma fotografia. É movimento.
O corpo saudável não é necessariamente aquele que permanece perfeitamente alinhado o tempo inteiro. É aquele que tem capacidade de se adaptar às diferentes demandas do dia.
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LEV SAÚDE | Seu corpo não precisa de perfeição. Precisa de movimento, cuidado e atenção.

