Existe uma grande diferença entre essas duas escolhas.
Quando trabalhamos apenas para manter o negócio funcionando, nosso olhar costuma estar nas contas, no próximo cliente, no faturamento necessário para fechar o mês. Criamos, muitas vezes sem perceber, um termostato interno: um limite para aquilo que acreditamos conseguir sustentar.
Mas e quando você diz que quer crescer?
Se você pede 100 clientes, está disposto a atender 100?
Está preparado para lidar com expectativas, críticas, imprevistos, novas responsabilidades e, principalmente, com a necessidade de mudar a forma como trabalha hoje?
Porque desejar crescimento é fácil. Sustentá-lo é outra história.
Queremos mais clientes, mas nem sempre queremos mais demandas. Queremos mais faturamento, mas às vezes temos dificuldade até para cobrar pelo nosso trabalho. Queremos visibilidade, mas nem sempre estamos preparados para ser avaliados.
Queremos crescer, mas continuamos tomando decisões com uma mentalidade de sobrevivência.
E talvez esteja aí uma das grandes provocações para quem empreende:
Será que o seu negócio está pequeno por falta de oportunidade ou porque você ainda não criou espaço para receber o próximo nível?
Crescimento também exige capacidade de receber.
Receber dinheiro.
Receber oportunidades.
Receber reconhecimento.
Receber críticas.
Receber responsabilidades.
Não basta pedir mais. É preciso perguntar: eu estou preparado para sustentar o que estou pedindo?
Talvez a mudança de mentalidade comece justamente aí.
Antes de perguntar “quanto eu quero crescer?”, pergunte:
“Quem eu preciso me tornar para sustentar esse crescimento?”
Porque crescer não é apenas aumentar números.
É ampliar capacidade, estrutura, maturidade e disposição para fazer diferente.
Então, talvez hoje seja um bom dia para olhar para o seu negócio e para si mesmo e perceber:
Você está construindo para sobreviver ou está se preparando para crescer?

