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Não fuja da sua responsabilidade de ser líder!!!

Você pode não conhecer os termos quiet quitting ou silent firing, mas já deve ter visto isso acontecer.
ALEXANDRE GARCEZ LEITAO GUERRA
ALEXANDRE GARCEZ LEITAO GUERRA14 de julho de 2026
Não fuja da sua responsabilidade de ser líder!!!
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O termo quiet quitting (pedido de demissão silencioso), quando o colaborador deixa de se dedicar ao trabalho, já foi pauta de muitas matérias e inclusive muito usado contra a GenZ, injustamente. Hoje eu trago aqui outro termo, que provavelmente você não conhecia, mas certamente já percebeu na sua jornada profissional. O silent firing (demissão silenciosa ou demissão velada) acontece quando ambientes de isolamento e improdutividade são criados para que o liderados sejam anulados, percam destaque, sejam diluídos até que acabem pedindo demissão por conta própria ou sejam de fato demitidos.

Esses conceitos ganharam força recentemente e ambos são consequências de um problema muito maior: a falha da liderança em construir relações abertas, com confiança, direção e propósito.

Nenhum bom líder, em sã consciência, quer ter alguém em seu time com baixo engajamento, morno ou que arcar com o custo financeiro e de tempo que o turnover alto causa. Será que essas evidências expõem um problema geracional ou um problema do LÍDER?

Ninguém perde o engajamento de um dia para o outro, vai acontecendo aos poucos. Sem receber feedbacks, vai deixando de entender a importância do seu trabalho, sem receber reconhecimento sobre bons resultados, meses sem uma conversa sobre desenvolvimento, sendo tratado apenas como recurso operacional, e não como alguém que contribui para um propósito maior. Isso é um manual para desengajamento e desmotivação do time!

Muitos líderes acreditam que comunicar é apenas transmitir informações e não é apenas isso. Comunicação é garantir entendimento, alinhar expectativas, direcionar ações, esclarecer objetivos, ouvir ativamente, dar contexto para as decisões e criar segurança psicológica para que as pessoas possam contribuir sem medo. Time se desengaja quando deixa de entender por que faz o que faz e quando sente que a voz deixou de ter importância.

Não canso de repetir o quão considero crítica a ausência de feedback decente! Ainda existem líderes que só procuram seus liderados quando algo dá errado. Passam meses sem reconhecer bons comportamentos, sem orientar melhorias e sem dedicar tempo ao desenvolvimento das pessoas. Depois se surpreendem quando encontram profissionais apáticos, sem iniciativa e emocionalmente desconectados da organização?

Feedback não é um momento exclusivo para corrigir erros, é uma ferramenta contínua de construção de confiança. É por meio dele que o colaborador entende onde está, para onde pode crescer e o que a liderança espera dele.

Liderança também não pode ser confundida com exclusiva gestão de tarefas. Controlar prazos, distribuir atividades e acompanhar indicadores uma ferramenta de IA faz. Inspirar pessoas, desenvolver talentos e construir uma cultura onde as pessoas desejam entregar seu melhor é liderança.

Times de alta performance não são construídos apenas por processos bem desenhados, são construídos por líderes presentes, que conversam, escutam, orientam, desafiam e dão significado ao trabalho das pessoas.

Talvez o maior desafio das lideranças contemporâneas não seja aprender uma nova metodologia de gestão, seja reaprender algo muito mais básico: estar genuinamente presente na vida profissional do seu time.

Em ambos os casos, quiet quitting ou silent firing, a comunicação poderia ser uma ferramenta salvadora. O liderado que se sente desmotivado ou colocado de lado, na minha visão, DEVE provocar seu líder e buscar entender o que está acontecendo. Vejo o feedback como uma ferramenta de mão dupla.

Agora cegando ao fim, tenho a visão que o silent firing é a maior evidência de covardia que uma liderança pode praticar. Afastar o liderado da operação, tirar o protagonismo das ações, excluir de agendas sem motivo, se apropriar dos feitos e ignorar de forma proposital é realmente um pacote premeditado de maldade.

Não está alinhado ou satisfeito com seu colaborador? Já tentou e não conseguiu obter os resultados com bons feedbacks, mentorias e acompanhamento diário? Paciência... demite de forma respeitosa e clara. É parte do jogo!

Uma boa liderança dificilmente vivenciará o quiet quitting e jamais praticará o silent firing. Ficou claro?

Agora me conta, já conhecia esses termos? Já percebeu isso acontecendo em algum momento?


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ALEXANDRE GARCEZ LEITAO GUERRA

ALEXANDRE GARCEZ LEITAO GUERRA

Gestor Hospitalar

Graduado em Administração de Empresas, com Pós em Finanças, MBA em Gestão de Saúde, Advisor, Mentor, especialista em M&A, formação de time de alta performance. SIGA: @alexandreguerra.ag

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